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Inovação escolar em ação

Inovação escolar em ação

Tamara Castro
17/12/2020
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O ano de 2020 foi repleto de desafios em todas as áreas, especialmente na educação. A situação de pandemia e o isolamento social levaram à construção de saídas criativas para a continuidade das interações e aprendizagens. No Desafio Inova Escola, o objetivo de apoiar as equipes vencedoras da edição de 2019 na implementação de seus planos de inovação escolar levou todos os envolvidos a pensarem alternativas para dar conta dessa importante tarefa.

Para o desenvolvimento dos planos de inovação, havíamos planejando uma assessoria, híbrida, ou seja, parte on-line, parte presencial. Com o novo cenário de distanciamento social, tivemos que nos reinventar aos poucos”, conta Bianca Castiglione (foto ao lado), consultora de Projetos Sociais da Fundação Telefônica Vivo. 

Para responder ao contexto, as duas visitas técnicas previstas foram suspensas. Em compensação, foi ampliado o contato virtual entre as equipes e o corpo técnico do projeto. “A assessoria seria realizada somente no primeiro semestre, porém entendemos que os novos tempos requeriam mais disponibilidade. Por isso, ampliamos a assessoria com cobertura durante o ano inteiro de 2020 de maneira remota. ”, informa Bianca. 

Dessa forma, foi possível continuar apoiando a implementação das ações viáveis neste ano e o replanejamento de ações para 2021. Por se tratar de cinco projetos com proposta e contextos bastante distintos, as ações foram adaptadas conforme as demandas e realidades de cada um.


 Ações do Desafio Inova Escola ao longo do ano

O acompanhamento da implementação se iniciou em março, com um encontro formativo presencial entre os assessores e a equipe técnica do projeto na sede do CENPEC, em São Paulo. Em seguida, aconteceram os primeiros encontros virtuais entre as equipes escolares e seus respectivo assessores.

Em abril e maio, já em isolamento, foram realizadas reuniões virtuais da assessoria e equipes escolares. O foco foi a revisão do plano de inovação de 2019, o replanejamento diante do cenário de pandemia e monitoramento das ações. Também foi feita a proposta de consolidação do grupo de apoio aos planos de inovação dentro das escolas. O objetivo do grupo de apoio, formado por outros professores e profissionais da unidade escolar, além de estudantes, é ampliar a representatividade da proposta e lhe conferir sustentabilidade.

Em junho, aconteceu um encontro virtual entre as cinco equipes escolares e a coordenação técnica do projeto. O objetivo desse encontro foi que cada equipe apresentasse as ações desenvolvidas até então, os desafios, as dificuldades e perspectivas para o segundo semestre, compartilhando as aprendizagens, experiências e conquistas. Nesse momento, foi apresentada a proposta de continuidade da assessoria, aceita com entusiasmo pelas equipes escolares. O encontro se encerrou com uma palestra de Marcia Padilha Lotito, especialista em inovação escolar.

De julho a setembro, as equipes escolares deram continuidade à implementação das ações possíveis no contexto e replanejaram ações para 2021. Para isso, foram realizadas reuniões virtuais com os assessores para apoio técnico e monitoramento do processo.

Em outubro e novembro, além da implementação e do replanejamento de ações, com o acompanhamento on-line dos assessores, foi realizada uma série de webinários com especialistas. Os temas desses webinários foram escolhidos pelas equipes escolares para aprofundamento de questões importantes ao desenvolvimento dos planos. A assessoria foi encerrada em novembro com sucesso.


Assessoria remota 

Para garantir a interação entre as equipes escolares e a equipe de assessoria, possibilitando o apoio e acompanhamento necessários à implementação dos planos, foram adotados diferentes canais e estratégias. “Realizamos encontros mensais on-line via Google Meet a fim de organizar o planejamento das ações da equipe para o mês seguinte. Criamos uma agenda de trabalho, junto com o grupo de apoio, em que estabelecemos pontos de chegada, ou seja, as metas para cada mês. Também construímos um cronograma de ações para a implementação do plano no segundo semestre”, conta Patrícia Caldas (foto ao lado), assessora da equipe Inova IEMA.

Outra estratégia foi a criação de um grupo de WhatsApp “para esclarecimento de dúvidas, envio de materiais que as professoras precisavam divulgar com o grupo de apoio e outras questões pontuais. Dessa forma, era possível dar um retorno mais imediato sem ter que aguardar o dia da reunião”. 

O contato telefônico também foi usado quando necessário, “para consultas sobre a rotina de trabalho ou auxílio em questões pontuais”. Além dessas ferramentas, foram usados o e-mail e o Padlet, que foi a principal plataforma de acompanhamento da assessoria. “Por lá foi possível observar a inserção das atividades e comparar com o cronograma”, conta Patrícia.

“Estamos muito satisfeitos com os resultados obtidos com as assessorias técnicas. As equipes conseguiram avançar fortalecendo o pensamento inovador dentro de suas instituições, e apesar de todas as dificuldades impostas, algumas delas ainda conseguiram executar ações estruturais para suas escolas e comunidades escolares impactando em diferentes eixos: tempos, currículo, espaços, práticas e relações”, avalia Ana Cecília Chaves Arruda (foto ao lado), coordenadora técnica o Desafio.

Confira a seguir o que as cinco equipes escolares e os(as) assessores(as) contam sobre os desafios e as aprendizagens construídas em seus processos de inovação escolar.


Inova Iema

Aproximar e articular as disciplinas área técnica e da Base Comum Curricular (BNCC) foi o desafio da equipe do Instituto Estadual de Educação Ciência e Tecnologia do Maranhão (Iema), Unidade Plena Itaqui Bacanga. Para sua implementação, o plano de inovação envolveu reunir professores de ambas as modalidades para construir planejamentos e ações inter e transdisciplinares ao longo do ano.

Para a professora Flávia Regina da S. Correa, o grande desafio da proposta foi "despertar aquilo que Hilton Japiassu denomina 'Espírito Interdisciplinar' em todos os funcionários que compõem a escola. Fazer com que percebam que a interdisciplinaridade compõe o mundo, as sociedades, e precisa chegar nas aulas de cada docente. Que enunciados como: 'meu componente curricular não dialoga com nenhum outro' não faça mais parte da realidade de nosso instituto".

No primeiro semestre, não houve interação com a base técnica. “A ação disciplinar aconteceu somente com professores da base comum curricular. Assim, o foco do segundo semestre foi aproximar a atuação dos professores dessas duas áreas”, conta a assessora Patrícia Caldas.

Para implementar o protótipo de planejamento construído no primeiro semestre, a equipe, com o acompanhamento da assessora, se dedicou à divulgação e ao compartilhamento da proposta a aproximação com os professores da base técnica. “Os professores que se interessaram pela ideia participaram da discussão e elaboração do tema gerador de cada turma para a construção da proposta interdisciplinar. Assim, construímos o planejamento junto com os professores da base técnica. A divulgação da proposta final também teve a participação deles”, revela a assessora. 

Outro foco da implementação foi a criação do grupo de apoio. “Procuramos potencializá-lo, ampliando seu engajamento com o plano de inovação, pensando na perspectiva da continuidade e sustentabilidade desse projeto”, revela Patrícia. Para aproximar os estudantes da proposta neste contexto de pandemia, o ensino remoto foi um ponto importante, ao impulsionar avanços no uso da tecnologia. 

“Pensamos muito em caminhos para vencer o desafio proposto inicialmente no plano de inovação. Para isso, buscamos um olhar sensível sobre os estudantes, a aprendizagem, a fim de propor soluções viáveis atendessem ao coletivo da escola, numa perspectiva de construção dialógica nesse espaço”, reflete a assessora.

Um aspecto importante do trabalho foi o planejamento. “Procuramos fazer com que a ação de planejar se estabelecesse de forma coletiva, integrada e que culminasse em uma proposta de ação interdisciplinar: a Semana de Aulas Interdisciplinares. Nessa ação, pensamos em todas as etapas do planejamento, inclusive de um produto, que foi a apresentação dos estudantes em relação à aprendizagem do conteúdo”, conta a assessora.

Um dos itens discutidos com a equipe foi a avaliação, que também envolve planejamento. “A ideia era pensar em uma forma de avaliação que nos desse respostas sobre o desempenho dos estudantes tanto no aspecto quantitativo mas principalmente no qualitativo”. Essa temática foi trabalhada no webinário "Elaboração de itens avaliativos", com o especialista Ailton Carlos Santos. 

“Apesar dos desafios relacionados ao isolamento social, a equipe atingiu todos os objetivos previstos para este ano”, avalia Patrícia. “Inserir a semana de aulas temáticas interdisciplinares no projeto pedagógico e pensar uma disciplina eletiva que tenha cunho interdisciplinar são proposições que ficaram para a equipe como perspectiva de sustentabilidade da proposta”, afirma.

Sobre as contribuições que a experiência da equipe trouxe aos debates sobre inovação escola, a assessora destaca: “o engajamento da equipe na busca de soluções viáveis frente ao desafio proposto; a capacidade de articulação na execução das tarefas, de pensar ações colaborativas com a equipe, de refletir e dialogar com os pares sobre o problema, tornando-o uma responsabilidade coletiva”. 

A professora Francilma Everton destaca o papel da assessoria na percepção de que de que a “transdisciplinaridade é uma questão de práxis, isso quer dizer que se o professor, enquanto profissional e agente, não faz esse exercício de ver e interpretar o mundo sob várias perspectivas, dificilmente ele vai transpor isso para a sala de aula”. Para isso, foi muito importante o estudo de textos sobre a temática. Francilma ressalta também “a composição heterogênea do grupo, formado por profissionais de diversas áreas e experiências de vida. “Essa conexão virou potência para o projeto, sem dúvida”, constata Francilma. 

Para ela, os maiores desafios agora serão engajar os demais professores, já que a escola tem uma alta rotatividade de profissionais, e conquistar o apoio da gestão para que a proposta integre o calendário escolar. 

“É mais uma questão de organização e gestão. Mesmo porque a assessora Patrícia nos fez entender que o planejamento das aulas e projetos transdisciplinares é muito importante e também nos ensinou como fazer isso.  Somos muito gratos pela assessoria dada ao projeto! Fez toda a diferença nos resultados obtidos e nos frutos que ainda vamos colher”, reconhece Francilma. 

Guerreiros do Campo (PA)

Localizada na zona rural do município paraense de Nova Esperança do Piriá, a EMEF Joana Darc atende estudantes oriundos de famílias que vivem do plantio, da coleta de açaí e da pesca. Algumas fazem serviços terceirizados de limpeza como diaristas. Sem renda familiar fixa, muitas crianças e adolescentes precisam trabalhar para ajudar no sustento, o que compromete seu rendimento escolar e leva a uma alta taxa de repetência e evasão.

Nesse cenário, o plano de inovação da equipe Guerreiros do Campo teve como objetivo criar um calendário escolar que dialogasse a realidade local e as necessidades dos(das) estudantes e suas famílias. Além disso, a equipe propôs oficinas sobre temas de interesse da comunidade.

A equipe enfrentou grandes desafios na implementação de seu plano de Inovação, especialmente dificuldades de acesso às famílias devido às consequências do pandemia de Covid-19. “Porém, os avanços foram as maiores considerando o apoio e contribuição da assessoria técnica, que, mesmo virtual, sempre esteve nos auxiliando e orientando no caminhar das ações”, conta a professora Maria Marcilene A. da Silva.

Apesar das dificuldades, a equipe teve grande sucesso na implementação do novo calendário escolar, que aconteceu ainda no primeiro semestre. Além das ações previstas inicialmente, foram feitos incrementos ao projeto inicial visando a melhoria do espaço escolar: instalação de energia, implantação do sistema de água, construção de banheiro e reparos (pintura, calçamento e retelhamento).

“Não posso deixar de destacar a importância da rede de mobilização com parceiros (Prefeitura, Secretarias Municipais, Sindicato de Agricultura, entre outros) em relação às ações acrescentadas ao projeto inicial”, ressalta a assessora Luciane Moreira (foto ao lado). 

“Foram implementadas adaptações no plano para propiciar avanços socioeducacionais, bem como construção de novos ideais a partir de ações que visam a melhoria e o bem comum para todos de forma igualitária”, explica Marcilene.

“A equipe Guerreiros do Campo se reinventou, quando ousou acrescentar ações que até então, eram difíceis de ser realizadas, como a energia na escola. A equipe sempre procurou dialogar com a comunidade para que o projeto ficasse alinhado com o que fosse melhor para todos”, avalia a assessora.

IFF9! - Fábrica de Jogos (RJ)

Criar um ambiente de aprendizagem gamificado, que promova o protagonismo dos estudantes por meio de uma metodologia ativa de aprendizagem: essa foi a proposta de inovação da equipe do Instituto Federal Fluminense (IFF) em Itaperuna. A motivação do plano foi a necessidade de combater a reprovação e evasão entre os estudantes do 1o ano do Ensino Médio, causados, em grande parte, a deficiências de aprendizagem na formação básica.

Para que a implementação fosse viável de maneira remota, a ideia original precisou ser adaptada. Assim, a equipe desenvolveu o projeto interdisciplinar Hora Extra, que envolveu as disciplinas de Educação Física, Língua Portuguesa e Sistemas Operacionais, conta a assessora Bruna Nunes (foto ao lado).

Para apoiar o processo, a assessoria trabalhou prototipação e adaptação da versão presencial do Fábrica de Jogos para as aulas a distância, “incluindo como realizar aulas em plataformas e ambientes digitais de aprendizagem de forma gamificada, como elaborar hackathons e pitchs”, informa a assessora. 

O professor Orlando P. Afonso Jr. conta que os desafios da implementação deste plano de inovação são relacionados ao engajamento dos alunos em tempos de ensino remoto. “Além disso, tivemos a preocupação de não os sobrecarregar, para que a experiência não seja rejeitada”. 

Como principais avanços, o docente destaca a implementação da versão da fábrica “com foco inicial em desenvolvimento de ideias de jogos e jogos em si, que está sendo implementada em todas as turmas de 1o ano em oficinas na disciplina de Educação Física. Nessas oficinas, os alunos já estão tendo contato com o mundo dos jogos, seus elementos e começam a usar a criatividade para elaborar seus próprios jogos, contendo roteiro, narrativa, personagens, objetivos etc.”.

“Enquanto nas aulas de Educação Física os alunos aprendiam sobre os elementos dos jogos, nas aulas de Língua Portuguesa os grupos tinham apoio dos professores na elaboração das narrativas, aprofundando seus conhecimentos sobre os gêneros textuais”. Por sua vez os professores de Sistemas Operacionais motivavam e mentoravam os grupos no desenvolvimento das ideias dos jogos, detalha Bruna. 

Todo o processo ocorreu on-line e com uma dinâmica gamificada, a fim de estimular o envolvimento dos estudantes nas atividades.  A assessora destaca o engajamento dos alunos no projeto, especialmente daqueles com mais dificuldades, incluindo os repetentes. Participaram do protótipo 8 turmas de 1o ano, totalizando cerca de 300 estudantes. (Imagem: Reunião entre equipe escolar e assessoria técnica.)

“Os trabalhos realizados pelos alunos a partir dessa experiência demonstram que utilizar o desenvolvimento de jogos como estímulo, engajamento, motivação e aprimoramento das competências curriculares dos estudantes se apresenta como uma ideia inovadora com excelentes resultados”, analisa a assessora. Nesse sentido, o protótipo desenvolvido serviu para validar a ideia original. Agora, a equipe deverá revisitar o projeto original, aprimorando-o a partir dos resultados dessa experiência para a implementação da Fábrica de Jogos em formato presencial. 

“Outro ponto que merece destaque é que não basta que um grupo de professores(as) tenham ideias inovadoras. É fundamental que a equipe idealizadora tenha uma mentalidade focada na inovação, enxergando as dificuldades como oportunidades, usando a criatividade para pensar em soluções aos desafios encontrados, demonstrando perseverança e determinação para superá-los, e ousadia para experimentar e testar novas ideias”, reflete Bruna. 

Bastião Atômico (PE)

Construir uma cultura de sustentabilidade foi o desafio da equipe da Escola Municipal de Tempo Integral São Sebastião, em Jaboatão dos Guararapes. A ideia nasceu da necessidade de a comunidade acessar a água na escola e utilizá-la de maneira consciente. Para isso, o plano de inovação envolvia oficinas de robótica, práticas de tecnologias alternativas e parcerias com colaboradores locais, startups, escolas e universidades.

"As ações definidas para esse ano foram: organizar a coleta de garrafas PET para fazer o sistema de irrigação; pensar e preparar as metodologias para as oficinas de sensibilização sobre o uso da água; e montar o grupo de apoio. Houve avanços na construção de algumas estruturas e processos. Infelizmente a equipe teve diversos problemas para implementar as ações em razão de problemas internos. A equipe precisará resolver essas questões para o desenvolvimento do projeto em 2021”, avalia o assessor Ricardo Muniz (foto ao lado).

“Em razão do momento atual, as aulas presenciais foram suspensas desde março. Então, a equipe ainda não tem aparatos factuais que possibilitem uma interface ‘antes e depois’ do desenvolvimento do projeto”, afirma o professor Luís André Jacinto. “Vale ressaltar que as ações da equipe Bastião Atômico no projeto preconizam o trabalho coletivo e colaborativo”. Entre essas ações, o professor destaca conserto da cisterna e o recebimento de garrafas pet nos dias de entrega do kit alimentação, que serão utilizadas na construção do reservatório de água.

Itavivo (PE)

A proposta da equipe da Escola Municipal Constâncio Maranhão, localizada na zona rural de Vitória de Santo Antão, foi integrar o espaço e as ações educativas ao parque natural vizinho. Para isso, pensou-se em novos espaços-vivências de aprendizagens, a fim de promover a troca de experiências entre a escola e a comunidade. A inclusão da educação ambiental no projeto político pedagógico da escola, a criação de um espaço maker, um ambiente de lazer e um blog foram as ações previstas.

"A assessoria começou com um trabalho bem interessante de gestão de projetos. Era preciso um cronograma e orçamento detalhado para o recurso que viria. Assim, fizemos um acompanhamento da gestão, enviando muito material que pudesse auxiliar na implementação das ações. Também indiquei algumas lives sobre temas afins para que as equipes assistissem", conta o assessor Ricardo Muniz, que acompanhou as duas equipes pernambucanas do Desafio: Itavivo e Bastião Atômico.

“O nosso projeto tem por objetivo a interação escola/comunidade. Dessa forma, cada ação só faz sentido se o público participar conosco. Podemos dizer que a interação é o nosso DNA”, afirma a professora Martamiria Santos. 

Num contexto em que as interações estão bastante restritas, a equipe enfrentou vários desafios. "Em 2020, o Itavivo focou na mobilização do grupo de apoio e na construção do espaço maker. A articulação do grupo de apoio, constituído por famílias, funcionários e comunidade, foi muito bem desenvolvida. E a construção do espaço maker ficou uma preciosidade”, elogia o assessor.

“O nosso espaço maker já está 90% concluído. Os nossos alunos ainda não voltaram às aulas presenciais, mas quando regressarem terão a oportunidade de ter um ambiente acolhedor para desenvolverem a criatividade!”, comemora Martamiria. (Veja ao lado fotos da construção do espaço maker.)

"Além disso, a construção do espaço interativo em frente à escola, que contou com a participação voluntária do grupo de apoio, era uma ação prevista para 2021 e já está adiantada", informa o assessor.

“Temos muitas outras ações para realizar, por isso vamos continuar nos  reinventando e ressignificando, junto à comunidade, para avançarmos em meio a um cenário tão desafiador para todos!”, afirma Martamiria.

"O processo de inovação propiciado pelo Desafio, mesmo em meio a esse turbilhão pelo qual estamos passando com a pandemia, foi encantador. Muitas vezes são pequenas ações que criam um espaço diferenciado, trazendo algo novo, fazendo com que os estudantes fiquem ainda mais motivados a  conhecer e aprender. Os próprios professores que participaram desenvolveram uma vivência com projetos: criaram, planejaram, executaram e avaliaram as ações ao final. Então foi uma contribuição muito rica que o Desafio deixa para a escola, para esses professores, para os estudantes e suas famílias. E para nós, assessores, que tivemos a oportunidade de acompanhar ações tão belas, com tanta motivação e engajamento. Isso nos estimula a continuar na área da educação e do desenvolvimento comunitário", reflete Ricardo. 


Sonhar e esperançar: ingredientes essenciais para a inovação

A implementação desses cinco planos de inovação exigiu criatividade e flexibilidade por parte de todos os envolvidos e trouxe experiências e aprendizagens muito importantes. Na análise da consultora da Fundação Telefônica Vivo Bianca Castiglione, "as mudanças ao longo do processo foram possíveis com o apoio das equipes de educadores, assessores. Não mudamos abruptamente, porém fomos juntos tecendo novas estratégias, possibilidade e espaços para a assessoria remota fazer sentido”.

“Ficamos positivamente impactados ao ver escolas capazes de se articularem mesmo fechadas. Os educadores não pararam de sonhar e sabemos que em tempos difíceis a esperança é essencial para a continuidade do desenvolvimento humano”, afirma.

A articulação, colaboração e construção dialógica foram aspectos ressaltados nas diferentes experiências. “Foi muito bom saber que inclusive os alunos estavam juntos no desenvolvimento dos planos. Sabemos a riqueza da comunidade escolar envolvida nos processos de aprendizagem e agradecemos a dedicação de todos os envolvidos”, celebra Bianca.

“O objetivo motriz do Desafio Inova Escola, que é fomentar a inovação educativa, persistiu independentemente do cenário e foi trabalhado de diferentes modos com os assessores e especialistas. Dessa forma, chegamos ao final do ano com a certeza de que os educadores envolvidos fortalecerão essa temática em suas escolas, em suas práticas pedagógicas, incentivando o trabalho coletivo, considerando a comunidade nas tomadas de decisão, mantendo o olhar para a aprendizagem dos estudantes, valorizando a importância da experimentação, mantendo uma postura propositiva, e sempre visando processos de mudança com continuidade na escola. Esse é o maior ganho do projeto”, avalia Aline Tiemi Colombo Yokoyama (foto ao lado), técnica pelo CENPEC.

TAGS: Educação Inovação Desafio Inova

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